Página 1 de 9 123 ... ÚltimaÚltima
Mostrando resultados 1 até 10 de 85
  1. #1
    Registado em
    Sep 2006
    Idade
    35
    Posts
    720

    Post Truques e Dicas (vários)

    Lavar e secar

    Vamos então falar de como não estragar o brilho espectacular do nosso carro com métodos e materiais adequados.

    Comecemos, à sombra, com a viatura fria (basta que a chapa não queime as mãos ao toque) e admitimos que temos carro vulgar não tratado regularmente ou, mais comum, nunca tratado.

    1. As rodas.

    Um balde com água e shampoo auto (a ser usado só nas rodas). Acessórios, escovas de vários formatos, esponja. Spray de limpeza de jantes não ácido (1Z, PB, Laquer...).

    Pulveriza-se uma jante de cada vez aguardando depois cerca de 2 minutos, não deixando nunca secar. Agita-se nas zonas mais sujas com uma escova de cerdas naturais (suave) ou pincel do mesmo tipo. Enxagua-se depois com àgua abundante. Este processo remove grande parte do pó dos travões senão todo, a menos que a acumulação seja tal que esteja incrustrada, aí pode não se conseguir tirar tudo.

    Lava-se depois com uma escova como estas o pneu com a mistura do balde
    e a jante com a esponja e a mesma mistura.


    Usa-se um pincel redondo de cerdas naturais (sem partes metálicas à mostra) para lavar os orificios dos parafusos e válvula de ar. Deve-se também usar uma escova tubular longa para (dependendo do desenho da jante) limpar o interior da mesma através dos orifícios. Eu uso esta:


    Em caso de muitas manchas de alcatrão nas jantes, pode-se usar um removedor de alcatrão pulverizado que depois de deixar actuar um pouco para dissolver, limpa-se com um pano turco (100% algodão) e lava-se outra vez.

    Nesta fase, também deve lavar-se as cavas das rodas, usando uma daquelas escovas que se usam para lavar as costas no banho - longas. Escovar bem essa zona, afinal não queremos que nos falhe nenhum detalhe, não é?

    Depois de termos lavado as rodas, cavas e embaladeiras, deitamos fora a àgua do balde, lavamo-lo muito bem (e aos demais acessórios usados) e passamos à fase seguinte.

    2. Lavagem carroçaria

    Enchemos dois baldes com água e num deles adicionamos o shampoo na quantidade recomendada, por exemplo uma tampa para um balde de 4-5 litros de água. Shampoo a mais é prejudicial, principalmente quando temos o carro tratado e encerado.

    Depositamos a luva dentro do balde com água limpa enquanto vamos passar água pelo carro. Lavamo-lo bem com a àgua da mangueira (não é necessário maquina de pressão).

    Começamos então por lavar a partir do tejadilho. Encharcamos a luva na água que tem o shampoo e lavamos suavemente cerca de 1/4 do tejadilho em movimentos longitudinais, no sentido da deslocação do ar em andamento. Nunca em movimentos circulares. Lavamos a luva na àgua limpa e repetimos o processo até termos acabado o tejadilho. Lavamos com àgua da mangueira para retirar o shampoo.

    Passamos à secção seguinte, o capô, seguindo o mesmo método.
    Depois a mala e por fim as laterais, começando de cima para baixo.
    Sempre que a luva pareça mais suja lava-se em àgua corrente. Assim garantimos que nunca estamos a danificar a superfície.

    Assim que tenhamos concluído o processo de lavagem, seca-se imediatamente com uma toalha micro-fibras WW.

    Dica: se o pára-brisas tiver muitos insectos, lavar com uma esponja própria para limpar insectos.

  2. #2
    Registado em
    Sep 2006
    Idade
    35
    Posts
    720

    Padrão

    Jantes: cuidados e manutenção


    1. Lavagem:

    - A lavagem da jantes deve ser efectuada – sobretudo, na primeira vez em que vão ser tratadas – com o apoio do 1Z FELGEN-REINIGER, ou do AUTOSOL FELGEN-REINIGER (ou equivalente), por forma a retirarmos todo o excesso de sujidade proveniente do ferodo das pastilhas dos travões;
    - Pulverizamos a jante com o produto e aguardamos 30 a 35 segundos enquanto este actua (durante a operação completa da lavagem, nunca exceder um total de 3 minutos!);
    - Lavamos a jante com um pincel de pêlo natural, dando especial atenção aos cantos da jante, junto à válvula da pressão de ar e das porcas de aperto e passamos por água corrente limpa;
    - Voltando a atenção aos pneus, caso estes tenham alguma sujidade depositada (areias, terra, ou lama seca), podemos lavá-los com um pouco de APC (ALL PROPOSE CLEANER) e uma escova de dureza intermédia, o que vai permitir limpá-los a fundo, sem danificar os compostos de borracha que estes têm;
    - Em seguida, damos uma passagem de Shampoo Sonax ou Laquer Gel Shampoo pela jante toda e pelo pneu (com uma esponja natural) e voltamos a enxaguar;
    - Se persistirem nas jantes, marcas depositadas de sujidade (ferodo) nos locais mais difíceis de lavar normalmente, aplicamos um pouco da AUTOSOL WHEEL CLEANING PASTE, pois a sua textura permite-lhe remover sem esforço essa mesma sujidade e removemos com água corrente limpa;
    - Caso haja a presença de vestígios de alcatrão que não saíram com a lavagem normal, poderemos passar com um aplicador, um pouco de LAQUER TAR & ADHESIVE REMOVER (ou análogo) para remover manchas ou resíduos de alcatrão;
    - Secamos com um pano de micro-fibras e podemos, se necessário, iniciar os procedimentos de tratamento, de seguida descritos;
    - No final de tudo, aplicamos nos pneus um pouco de LAQUER NEW TIRE LOOK, ou POORBOY'S BOLD & BRIGHT (ou análogo), com o auxílio de um aplicador em espuma para pneus, espalhando bem por toda a superfície lateral externa do pneu e deixamos secar.

    2. Cuidados:

    - Quer seja uma jante nova, ainda recente ou com um acabamento já a necessitar de tratamento, devemos ter sempre em atenção os produtos que usamos para atingir os fins que pretendemos. Assim, poderemos enveredar pelo 1Z PAINT-POLISH, (ou equivalentes desta gama), para polir a superfície da jante, sempre com o apoio de um aplicador de algodão ou em poli-espuma;
    - Após cuidada lavagem, por fora e por dentro (se possível), procedemos à descontaminação da jante, com o auxílio de uma clay-bar, bem como, ao tratamento/polimento da jante e selamos com o POORBOY’S WHEEL SEALANT, com a ajuda de um aplicador em algodão (ou em poli-espuma), aplicando três ou quatro camadas do selante, removendo o excesso com um pano de MF limpo e seco, por forma a conferirmos à jante um acabamento exemplar e uma protecção duradoura;
    - Após a aplicação das ditas três ou quatro camadas, podemos renovar o processo a cada mês (sobretudo pelo facto de que as jantes estão sujeitas a elevadas temperaturas, desgastando mais rapidamente o acabamento que estas tenham);
    - Podemos, em alternativa, usar o selante GROJET 2000 (selante acrílico), pois a sua utilização é muito genérica, conferindo também bons níveis de protecção e de acabamento, ainda que ligeiramente inferiores aos do POORBOY’S WHEEL SEALANT;

    Como tudo, após estes procedimentos, interessa manter. Para tal, basta lavar as jantes normalmente (aquando da lavagem da carroçaria) com um shampoo genérico (Laquer Gel Shampoo ou Sonax) e, no final de tudo, renovar o acabamento com mais uma camada de POORBOY’S WHEEL SEALANT. Isso é o suficiente para termos sempre as jantes com um acabamento impecável e, mais importante, sempre protegidas.

  3. #3
    Registado em
    Sep 2006
    Idade
    35
    Posts
    720

    Padrão

    Tratamento de interiores


    É a partir do habitáculo do carro que este é conduzido. Como tal, de maneira a que o seu aspecto esteja em equilíbrio com o exterior, este também importa uma série de cuidados, designadamente, na limpeza e condicionamento dos plásticos, bem como, dos estofos. Assim, há que ter em conta os seguintes aspectos:

    1. 1Z TIEFENPFLEGEN e LAQUER ALL PROPOSE CLEANER

    - Todos os elementos do interior (plásticos, alcatifas, tapetes, estofos) podem ser limpos com o auxílio do LAQUER APC – ALL PROPOSE CLEANER (ou análogo), que permite a remoção a fundo de toda a sujidade que esteja depositada nos elementos do interior do carro;
    - Para tal, lavamos os elementos com o APC e limpamos com um pano micro-fibras, pois estes panos têm uma textura que agarra o pó, limpando os plásticos sem deixar marcas ou resíduos de sujidade;
    - Podemos imprimir alguma força no momento da limpeza, em algum sítio localizado que tenha sujidade mais entranhada, de maneira a que esta seja removida por inteiro;
    - Após tudo limpo passamos para o condicionamento dos plásticos com a ajuda do 1Z TIEFENPFLEGEN (ou equivalente), que vai tratar os plásticos, protegendo-os contra a acção dos raios solares e reduzindo o depósito de pó no tablier;
    - Borrifamos um pouco para um pano de micro-fibras ou um aplicador de poli-espuma e passamos no tablier, de forma homogénea, de modo a ficar bem espalhado e uniforme;
    - No fim desta aplicação, passamos um pano de micro-fibras limpo e seco por todos os plásticos, de maneira a remover qualquer excesso e a que o efeito do 1Z TIEFEN seja concretizado;
    - Este processo deve ser realizado uma vez por mês, podendo as aplicações do 1Z TIEFEN serem intercaladas pela aplicação do 1Z COCKPIT PREMIUM, que funciona como uma espécie de quick detailer para os plásticos, por exemplo: podemos aplicar o 1Z CP de 15 em 15 dias, mas sempre o 1Z TP uma vez em cada mês.



    2. Tratamento de plásticos (acrílicos, plásticos do painel de instrumentos, etc.)

    - De maneira a eliminarmos os “swirls” que possamos encontrar no visor do rádio, do acrílico que protege os quadrantes, no relógio, ou nos elementos em plástico mais rígido, dispomos de alguns produtos que, preferencialmente, devem ser usados manualmente, por forma a atingirmos melhores resultados, não se justificando o uso de orbital ou rotativa;
    - Podemos optar entre o MOTHERS PLASTIC POLISH, o MEGUIARS PLASTX (ou equivalentes);
    - Temos de nos certificar que a superfície a limpar está devidamente limpa (basta a passagem de um pano de micro-fibras com APC ou com quick detailer), de maneira a remover a sujidade que possa estar depositada;
    - Com a ajuda de um aplicador em espuma (mais pequeno que os usados nas ceras), deitamos uma pequena porção de produto no aplicador e passamos, ou em movimentos circulares, ou horizontais, ou verticais, na área a tratar;
    - Removemos o excesso com um pano de micro-fibras e observamos o resultado;
    - Considerando que é um processo manual, pode haver a necessidade de repetir todo o processo acima descrito até atingirmos o resultado pretendido.

    3. Limpeza de vidros (parte interior)

    - É do conhecimento de qualquer detalhista que os vidros, tal como qualquer outra parte do automóvel, também carecem de cuidados especiais, pois são uma parte importante do contacto entre o condutor e a estrada;
    - Para este fim, poderemos optar pela utilização do 1Z GLASS CLEANER; do AUTOSOL GLASS CLEANER EXTRA STRONG (mais recomendado para superfícies com sujidade muito entranhada e onde os restantes, menos abrasivos, já não produzem efeitos de maior), do LAQUER GLASS CLEANER (ou equivalentes);
    - Borrifamos um pouco de 1Z GLASS CLEANER (ou equivalente) num pano de micro-fibras e passamos na superfície a limpar;
    - Passamos um pano de micro-fibras limpo, por forma a remover qualquer marca que fique da limpeza ou para remover qualquer excesso de produto;
    - Este processo deve ser repetido, até atingirmos os resultados desejados.

    4. Limpeza de tapetes e alcatifas-

    De modo a retirarmos a sujidade dos tapetes (alcatifa ou borracha), devemos ter em conta o uso do LAQUER APC e de uma escova suave ou de dureza intermédia – dependendo da sujidade – bem como, de um aspirador;
    - Após devidamente aspirados os tapetes, com a ajuda de uma escova (para libertar areias e algum pó que esteja mais «escondido»), borrifamos por todo o tapete um pouco de LAQUER APC;
    - Podemos humedecer um pouco a escova – se necessário – e passamo-la por todo o tapete, de forma uniforme, removendo toda a sujidade e nódoas que possam residir na superfície;
    - Aí, voltamos a aspirar o tapete de maneira a remover qualquer excesso de espuma ou sujidade que venha ao de cima, por forma a devolver ao tapete, o seu devido aspecto;
    - No que respeita à limpeza de alcatifas (chão do habitáculo), o procedimento é semelhante, com uma excepção: após a passagem com o LAQUER APC e a escova, pode ser necessário a passagem de um pano humedecido antes de voltar a aspirar, mas tudo isto depende do estado em que se encontre a alcatifa.

  4. #4
    Registado em
    Sep 2006
    Idade
    35
    Posts
    720

    Padrão

    Guia rápido sobre orbitais ver. 2

    Para quem já está familiarizado com o Detalhe, produtos e técnicas e quer evoluir para a orbital, aqui ficam algumas dicas sobre estas máquinas e sobre o polimento em si.

    1. Orbitais

    1.1. O que são?

    A maioria das chamadas "orbitais" são máquinas adaptadas das lixadoras de madeira. São conhecidas como lixadoras excêntricas ou roto-orbitais. Estas máquinas produzem no seu prato um movimento excêntrico que permite lixar, polir, etc.

    O movimento roto-orbital, que também é conhecido lá fora como de "dual-action" (DA), consiste numa rotação muito lenta - quase livre - e num movimento orbital. Este movimento é um movimento livre do prato sobre os excêntricos, dando a ilusão de ser aleatório (na prática acaba por ser considerado como aleatório). O movimento do prato aproxima-se muito do movimento da aplicação circular de produto à mão. Como a máquina produz velocidades de orbita muito superiores às da mão, consegue mais trabalho em menos tempo.

    Aqui no detalhe utilizamos a orbital com esponjas de polimento, que em conjunto com os "polishes" permitem polir as superfícies pintadas dos nossos automóveis.


    1.2. Tipos de máquinas

    1.2.1. Formato "ferro de engomar"

    As lixadoras mais comuns e mais acessíveis têm o motor por cima dos excêntricos e do prato. Normalmente têm um prato com base de velcro, de 125mm ou 150mm de diâmetro. Costumam ter um saco de retenção de pó.

    As velocidades vão até às 13000 orbitas por minuto (OMP). Algumas têm gatilho electrónico, outras têm apenas um regulador de velocidade. As que não permitem regulação não servem para o polimento automóvel.

    As mais evoluídas já têm mecanismos de controlo de velocidade para um trabalho mais preciso, mais potência e até regulação do diâmetro de excentricidade.
    Como exemplo temos a a DWD26410, a Bosch PEX420AE ou mesmo a Fartools.

    1.2.2. Formato "L"

    As lixadoras profissionais são, na sua maioria, em formato "L". Como exemplo temos a PorterCable 7424, Makita BO6040, Festool Rotex, DeWalt 443, etc.

    Estas máquinas são máquinas para trabalho contínuo e muito potentes. Em todo o caso permitem trabalhos de precisão, tais como polimento. Como vantagem principal em relação às anteriores temos a ergonomia: são mais compactas e equilibradas.

    1.3. O que devo procurar numa lixadora?

    Queremos utilizar uma lixadora de madeira para polir superfícies pintadas em automóveis. Por isso mesmo nem todas servem.

    Normalmente queremos uma máquina com um prato entre 125mm e os 150mm. Existem várias razões: tanto pela dimensão das esponjas mais adequadas (falaremos a seguir), como pela superfície a tratar (curvas e etc), como pela potência da máquina, como pela aplicação de acabamento (que é para isso que vai servir).

    A máquina deve ter regulação de velocidade: seja por gatilho electrónico ou por potênciómetro. A segunda opção resulta numa operação mais cómoda.

    O intervalo de velocidades da máquina deve estar entre as 3000 OMPs e as 6000OMPs. Máquinas que fazem 4000-12000 já servem, se bem que se deve ter sempre em mente que temos uma máquina um pouco desajustada e por isso devemos operá-la com cuidados.

    A máquina deve ter um raio de excentricidade próximo dos 5mm.

    Não deve ser muito pesada: um peso de mais de 3Kg é excessivo.

    Era bom que tivesse estabilização de velocidade. O que é isso? É um mecanismo electrónico que permite que a máquina faça a mesma velocidade sem carga ou com carga. Ajuda a manter a aplicação de produtos (polish ou outros) de forma uniforme.


    2. Polimento com orbital

    Depois de ter a máquina, vamos polir!

    Como é que se faz o polimento? O polimento é uma acção de fricção. Esta fricção é o resultado do tipo de produto (polish ou outro) e do tipo de esponja.

    2.1. Esponjas

    As esponjas para orbital utilizadas no detalhe são esponjas com base em velcro. Estas esponjas existem em várias densidades e permitem aplicar os polihes (ou outros produtos) de forma eficaz.

    As esponjas caiem em três categorias: corte, polimento e acabamento.

    Existem varias escolhas de esponjas disponíveis no detalhe. A escolha da esponja deve ser feita conforme o estado da superfície a tratar e também consoante a dimensão do prato. Normalmente deixa-se cerca de um centímetro entre o prato e a esponja, tendo esta sempre um diâmetro superior ao do prato. Isto deve-se, obviamente, a questões de segurança no trabalho - não queremos que o prato de velcro atinja a superfíce a tratar!

    2.1.1. Corte

    A esponja de corte é uma esponja densa que permite uma acção mais abrasiva.

    Normalmente recorre-se ao corte para remover defeitos mais sérios da pintura. Muitas vezes usa-se este tipo de esponja em conjunto com os polishes mais abrasivos. Tudo depende das condições da pintura a tratar. Cada caso é um caso!

    2.1.2. Polimento

    A esponja de polimento é, como o nome indica, para polir. Queremos deixar a superfície uniforme, o verniz transparente e brilhante. É para isto mesmo. Normalmente é uma etapa imprescindível no tratamento das superfícies.

    2.1.3. Acabamento

    A esponja de acabamento é para acabamentos. Permite deixar a superfície com um brilho vibrante. É importante nas superfícies de côr escura e não tão essencial nas superfícies de côr clara.

    2.2. Produtos

    Já sabemos que tipos de esponjas existem, agora, que polishes existem?
    Os produtos destinados ao tratamento das superficies pintadas caiem em três grandes categorias: compound, polish e glazer.

    2.2.1. Compound

    O compound é o tipo de produto mais abrasivo. É utilizado para retirar marcas de lixagem, defeitos graves. Normalmente aplica-se com máquina rotativa (não descrita neste guia). Esta gama de produtos tem vários níveis de abrasividade e normalmente não deixa a superfície com brilho. É possível aplicar alguns tipos de compound com orbital e com alguma técnica.

    O compound disponível no detalhe.net é o Menzerna Power Gloss que tem características especiais. Apesar de ser destinado a ser aplicado com máquinas de polimento (rotativas), porque é muito fino consegue ser utilizado com sucesso com orbitais (desde que com alguma velocidade). Também devido às suas características especiais deixa a superfície com algum brilho.

    2.2.2. Polish

    O polish destina-se a limpar com profundidade ou a retirar defeitos ligeiros. Por si só deixa brilho e uniformidade.

    Existem em vários níveis de abrasividade nos polishes. O 1Z UPP (Ultra Paint Polish) é o mais abrasivo. Depois vem o 1Z PP (Paint Polish) ou o Menzerna IP (Intensive Polish). Ainda existem o 1Z MP (Metalic Polish) e o Menzerna FF (Final Finish).

    2.3. Que produto/esponja aplico?

    A escolha da variável esponja e da variável produto deve ser decidida antes de polir. Na generalidade dos casos inicia-se com a esponja de polimento e com o produto de abrasividade média, ou seja, o polish (1Z PP ou Menzerna IP).

    Dependendo da situação em mãos pode-se aumentar ou diminuir a abrasividade através da esponja, através do produto ou de ambos.

    Esta questão é difícil de explicar. Normalmente requer a experiência para sabermos o que funciona em determinadas situações e o que não funciona noutras.

    É importante nunca aplicar nenhum conjunto mais abrasivo do que o necessário.

    2.3.1. Carro com pintura nova ou carro tratado

    Se o carro tiver uma pintura jovem devemos em primeiro lugar deixar curar a tinta. Normalmente leva entre um a dois meses. Os puristas falam em seis. Durante este tempo é importante tomar bem conta da pintura, pois não está protegida e queremos que fique imaculada até ao tratamento. É aconselhável ser lavado todas as semanas com cuidado.

    Se o carro já foi tratado e queremos apenas fazer o polimento de manutenção, podemos seguir a partir daqui.

    Chegando à altura do tratamento podemos aplicar o detalhe completo (fora do âmbito deste guia). Na fase de polimento e como a superfície está em condições, basta aplicar produtos pouco abrasivos. Normalmente o 1Z MP é mais que suficiente para remover marcas da plasticina e pequenas sujidades.

    Se o carro está isento de swirls também poderemos recorrer aos polishes químicos (Grojet ou PwC). Estes conseguem limpar a superfície e deixá-la com um aspecto impecável.

    2.3.2. Carro nunca polido

    Um carro nunca polido está claramente a necessitar de cuidados. Dependendo do tempo de vida e seu estado, podemos (regra geral) aplicar inicialmente um polish médio: PP ou IP. Depois de uma aplicação pode decidir-se se foi suficiente, se mais uma ou duas passagens são suficientes ou se é mesmo necessário aumentar a abrasividade da combinação esponja/produto.

    Aconselha-se sempre a não aplicar mais abrasividade do que a necessária. Muitas vezes vale mais a pena aplicar duas ou três vezes um polimento médio do que ir directamente a um abrasivo. A camada de verniz protector da pintura é muito fina e não há necessidade em diminuí-la. Mais tarde fará falta!

    2.4. Como faço o polimento?

    Estando a esponja limpa e seca deve-se aplicar uma ou duas borrifadelas de QD. De seguida aplica-se o produto na esponja a usar, ou em pontos da esponja espalhados ou num circulo a meio da esponja.

    Espalha-se o produto na superfície a tratar, com a máquina desligada, numa secção de 60cm por 60cm. Com a máquina poisada na superfície ligamo-la e trabalha-se o produto.

    Sempre avançando devagar, deve-se percorrer um quadrado imaginário numa direcção. Quando se chega ao fim do quadrado numa passagem, volta-se para trás deixando que a esponja volte a cobrir metade do que a passagem anterior cobriu. Quando se chega ao fim do quadrado, segue-se na direcção perpendicular.



    Continua-se nesta rotina até que o produto comece a apresentar indícios de ficar seco ou desaparecer. Aí pára-se. Depois basta retirar o excesso com um pano microfibras limpo e seco.

    2.5. Que velocidade devo imprimir?
    Para efeitos de corte superior devemos usar de velocidades mais elevadas, enquanto que para polir usamos velocidades intermédias. Para aplicar produtos de finalização, recomendam-se as velocidades mais baixas.





    3. Notas finais

    Nunca se devem misturar produtos diferentes na mesma esponja e/ou no mesmo pano. Devem-se sempre utilizar panos distintos para produtos distintos e o mesmo com as esponjas.

    Os panos, como todos sabem, podem ser lavados na máquina. As esponjas da orbital não. O ideal é lavar com água morna e detergente da loiça. Fazem-se algumas passagens com detergente e no fim enxagua-se muito bem. A secagem é feita ao ar.

    As esponjas, depois de lavadas e secas (tal como os panos), podem ser utilizadas com outros produtos.

  5. #5
    Registado em
    Sep 2006
    Idade
    35
    Posts
    720

    Padrão

    Um agradecimento aos autores destes manuais, que aqui coloquei,

    indispensáveis para a correcta prática desta arte.

    Obrigado .


    Espero que façam bom uso .



    Cpts e Viagens Seguras a Brilhar .

  6. #6
    Registado em
    Mar 2005
    Idade
    36
    Posts
    13,813

    Padrão

    Grande post!!!

    Ja agora meto um que tinha aqui para colocar mais tarde, mas meto ja!

    Parabéns pelo trabalho!

  7. #7
    Registado em
    Sep 2006
    Localização
    Coimbra/Aveiro
    Idade
    35
    Posts
    4,342

    Padrão

    Mto bom post! realmente já me dissipou algumas dúvidas q tinha

    A continuarmos assim, este fórum vai ficar melhor q o outro


    Ford Focus TDdi 90cvs (117cvs by DM)

  8. #8
    Registado em
    Sep 2006
    Idade
    30
    Posts
    13

    Padrão

    Grande post.
    Isto com certeza irá ajudar-me bastante a iniciar a arte do detalhe. Parabens.
    Abraço.

  9. #9
    Registado em
    Sep 2006
    Idade
    33
    Posts
    222

    Padrão

    Muito bom!

    Tks.

    [[]]
    Opel Astra G CDX 1.4 ECOTEC 16V

  10. #10
    Registado em
    Sep 2006
    Idade
    39
    Posts
    519

    Padrão

    Isso é que é trabalhar my friend!!!!


    Excelente iniciativa!!!

Informações do Tópico

Usuários vendo este Tópico

Existem atualmente 1 usuários vendo este tópico. (0 membros e 1 visitantes)

Tags para este Tópico

Permissões de Mensagem

  • Você não pode postar novos tópicos
  • Você não pode postar respostas
  • Você não pode postar anexos
  • Você não pode editar seus posts
  •